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Mulher Autista: Como a Constância e a Disciplina Transformaram Minha Vida

Senta aqui, pega um chimarrão ou um cafézinho, chá, porque hoje a conversa vai ser longa e de dentro pra fora. Sabe quando a gente se olha no espelho e pensa: "Como é que eu cheguei até aqui? Pois é, ultimamente tenho feito muito isso. E não por vaidade, mas por um exercício de gratidão e, principalmente, de autocompreensão.


Quem me vê hoje, com a clínica PsicoVivendo funcionando, os atendimentos de neuropsicologia, as palestras, os projetos sociais como o PsicoMusicar e o Musicar na Escola, deve pensar: "Essa Aline parece que tem 48 horas no dia! Como ela dá conta?". E quando alguém me elogia pela facilidade com os instrumentos, ou pela didática pra ensinar, ou pela forma como organizo os laudos e as avaliações, eu agradeço, claro. Mas lá no fundo, eu sempre penso: "Se eles soubessem o que tem por trás disso...".


Porque não é talento nato, não é "dom divino", não é mágica. É constância. É disciplina. É um compromisso que fiz comigo mesma lá atrás, muito antes de saber que era autista, de que as coisas só acontecem quando a gente coloca o pé no chão e vai. E, olha, sendo uma mulher autista num mundo que não foi feito pra gente, essa constância não é só uma ferramenta. É uma âncora. É o que me mantém de pé.


A menina das regras que não sabia se explicar

Vou te contar um segredo que pouca gente sabe: quando eu era pequena, eu já funcionava assim. Eu gostava de saber o que ia acontecer. Gostava de horário pra tudo, de combinados, de regras. Se me prometiam algo e não cumpriam, o mundo desabava. Não era birra, era uma necessidade profunda de que as coisas fizessem sentido num padrão.


A música, pra mim, foi o primeiro grande encontro com essa lógica que acalmava minha mente. As notas, os acordes, o ritmo... tudo seguia uma regra. Se você estudar, você aprende. Se você praticar, você melhora. Era previsível. Era seguro.


E foi nesse lugar de segurança que comecei a construir quem sou. Lá em 2011, quando comecei a dar aulas, não tinha nem projeto social ainda, era só eu e o violão, tentando passar adiante aquilo que me fazia bem. Depois, em 2016, quando fundei o Projeto PsicoMusicar no bairro Santa Lídia (teve até matéria no Notícias de Penha na época, que carinho!), eu não tinha recurso, não tinha patrocínio, não tinha nada. Só tinha uma regra que criei pra mim: "Todo sábado, às 18h, eu tô lá. Chova ou faça sol, tenha aluno ou não, eu tô lá.".

E eu fui. Durante anos, fui. E aquilo foi me moldando.


O diagnóstico que explicou a minha história (e as camadas que vieram depois)

Fui diagnosticada como autista já na vida adulta. E, gente, que mistura de sentimentos! De um lado, um alívio imenso: "Então não era frescura, não era manha, era o meu cérebro funcionando de um jeito diferente!". Do outro lado, uma certa raiva: "Poxa, quantos anos sofrendo calada, me forçando a ser algo que não era, sem entender porque algumas coisas eram tão difíceis?".


Mas o autismo não veio sozinho. Com ele, vieram outras camadas que foram se revelando com o tempo e com o estudo. E aqui vou abrir meu coração pra falar de algo que pouca gente entende: as altas habilidades/superdotação andando lado a lado com o autismo, e as dificuldades de aprendizagem como a dislexia e a discalculia que, sim, podem coexistir com tudo isso.


Parece contraditório, né? Como alguém pode ser superdotada e ter dislexia? Como pode ter facilidade com música e dificuldade com números? Pois é, o cérebro humano é complexo e cheio de nuances. E é sobre isso que quero falar: sobre os preconceitos que a gente enfrenta quando não se encaixa nas caixinhas que inventaram pra nós.


Altas habilidades: o presente e a cruz

Vamos começar pelas altas habilidades. Sabe quando criança te chamavam de "nerd", "sabe-tudo", "metida" só porque você aprendia rápido as coisas? Ou quando você se interessava por assuntos que não eram da sua idade e os adultos achavam estranho? Pois é.


Ter altas habilidades/superdotação não é só ter facilidade. É ter uma intensidade que assusta. É ter uma curiosidade insaciável que cansa os outros. É precisar de estímulo intelectual constante, e quando não tem, é se sentir vazia, entediada, deslocada. É ter hiperfoco em assuntos específicos e mergulhar neles de cabeça, esquecendo de comer, de dormir, do mundo.


No meu caso, a música sempre foi um desses hiperfocos. Eu podia passar horas estudando um acorde, uma escala, uma teoria musical. E isso me levou longe. Mas também me isolou. Porque enquanto as crianças da minha idade queriam brincar, eu queria entender a lógica por trás das notas. Enquanto os adolescentes queriam festa, eu queria compor.


E tem um preconceito enorme em torno disso. Acham que superdotado não sofre, que tem tudo fácil, que não precisa de apoio. Mentira! A gente sofre, sim. Sofre com a inadequação, com a solidão intelectual, com a sensação constante de ser "estranha". Sofre com a expectativa dos outros de que você tem que ser perfeito em tudo, e quando você falha (porque todo mundo falha), a frustração é triplicada.


Dislexia e discalculia: as dificuldades que ninguém vê

Agora, me deixa falar de um lado meu que pouca gente conhece. Apesar de toda a facilidade com a música e com as palavras quando o assunto é falar ou explicar, eu sempre tive uma relação complicada com a leitura e com os números.


A dislexia apareceu cedo, mas sem diagnóstico. Dificuldade pra ler textos longos, pra decodificar palavras novas, pra manter o foco na leitura. Eu lia e relia o mesmo parágrafo e não entendia. Na escola, isso era um tormento. As professoras achavam que eu não me esforçava. E eu, coitada, tentando disfarçar, tentando compensar de algum jeito. Aprendi a ler pelo contexto, a adivinhar palavras, a usar minha memória auditiva pra suprir a visual. Funcionava? Mais ou menos. Meu cansaço mental era enorme, mas eu conseguia.


E a discalculia? Ah, essa é a que me persegue até hoje. Números dançam na minha frente. Operações matemáticas simples viram um pesadelo. Horários, prazos em números, contas, troco... tudo isso exige de mim um esforço que quem é neurotípico nem imagina. Eu uso calculadora pra tudo, anoto tudo, crio esquemas visuais pra compensar. E mesmo assim, tem dia que os números simplesmente não fazem sentido.


Sabe o que é ir no supermercado e não conseguir calcular se o troco tá certo? Sabe o que é olhar um relógio analógico e travar? Sabe o que é precisar de 10 minutos pra entender um gráfico simples? Pois é. E o pior: o preconceito. "Como assim você é psicóloga e não sabe fazer conta de cabeça?" "Tu é inteligente, como não entende isso?".


Musicar na Escola: quando a constância vira política pública

E é aqui que entra um dos meus maiores orgulhos: o Projeto Musicar na Escola. Sabe quando a gente planta uma sementinha e ela vira uma árvore frondosa? Pois foi mais ou menos isso.


O Musicar na Escola nasceu em 2017, a partir da experiência do PsicoMusicar. A secretaria de educação de Penha abraçou o projeto, de repente, o que era um projeto social num bairro virou uma política pública municipal. Eu fui convidada a coordenar e implementar o projeto em 22 escolas da rede municipal, atendendo crianças da educação infantil ao fundamental, em caráter de contraturno.


Imagina o desafio! Eu, com minha discalculia, tendo que gerenciar cronogramas, horários, turmas, instrumentos pra 22 escolas. Eu, com minha dislexia, tendo que escrever relatórios, planejamentos, propostas pedagógicas. Eu, com meu autismo, tendo que lidar com reuniões, com equipes, com burocracias.


Mas ó, foi lindo. Porque o projeto era exatamente sobre o que eu acredito: usar a música como ferramenta de desenvolvimento integral. Nas aulas, a gente não ensinava só violão, flauta ou percussão. A gente trabalhava psicomotricidade, socialização, afetividade, concentração, memória. A gente usava a psicologia como base pra entender cada criança, cada dificuldade, cada potencial.


E ali, naquelas escolas, eu via tantas crianças que eram como eu. Crianças que não se encaixavam, que tinham dificuldades, que eram tachadas de "desatentas" ou "bagunceiras". Crianças que, na música, encontravam um lugar pra chamar de seu. Crianças que, com a constância das aulas, começavam a melhorar na escola, a se socializar mais, a se sentir capazes.


O Musicar na Escola foi, pra mim, a prova viva de que a constância transforma. Porque não foi fácil convencer a rede, montar a logística, adaptar os métodos. Mas eu fui. Toda semana, durante anos, fui. E o projeto aconteceu. E impactou milhares de crianças.


Até hoje, quando encontro alguém que passou pelo projeto, meu coração se enche. "Professora Aline, eu aprendi violão com a senhora!" "Lembro das rodas de conversa, era tão bom!" É por isso que a constância vale a pena. É por isso que a disciplina não é prisão, é liberdade.


A tríade que me salva: terapia, medicação e regras

Mas ó, não tô aqui pra fazer drama. Tô aqui pra mostrar que é possível, sim, viver com tudo isso e construir uma trajetória linda. E o segredo, de novo, é a constância.


A medicação no ponto certo: Descobrir o medicamento e a dose certa pro TDAH não foi fácil. Mas, hoje, posso te dizer: é libertador. Não é uma pílula mágica, é um apoio químico que acalma a tempestade cerebral tempo suficiente pra eu conseguir usar as minhas próprias ferramentas. Com a medicação, a leitura fica um pouco menos penosa (a dislexia não some, mas a atenção ajuda), e os números ainda dançam, mas dançam mais devagar.


A terapia em dia (e sem falta): Essa aqui é inegociável. Como psicóloga, eu sei a importância disso. Mas como paciente, eu vivo isso. A terapia é o meu espaço de descompressão, onde posso tirar a máscara, mostrar minhas dores, minhas inseguranças. É na terapia que eu aprendo a lidar com a síndrome do impostor (aquela voz que diz "você não merece, você não é tão boa assim, uma hora vão descobrir").


Minhas regras (e o respeito por elas): Lembra que eu falei que gosto de regras? Então. Quando eu entendo o meu funcionamento, eu crio regras que me protegem. Por exemplo: "Não atendo pacientes depois das 20h porque meu cérebro já não processa mais informações complexas."; "Todo domingo à noite é sagrado pra organizar a semana."; "Uso calculadora pra tudo, sem vergonha."; "Peço ajuda com números sem medo de julgamento.".


Os preconceitos que enfrentamos (e como a constância nos fortalece contra eles)

Quero falar um pouquinho sobre os preconceitos. Porque eles existem, e são muitos.


Preconceito 1: "Autista não tem empatia" Gente, pelo amor de Deus! Autista tem empatia, sim. Muitas vezes até demais. O que a gente tem é dificuldade de expressar ou de ler sinais sociais sutis. Mas sentir, ah, a gente sente. Eu choro com as histórias dos meus pacientes, me emociono com cada conquista, me importo profundamente com cada aluno do projeto. Empatia não me falta.


Preconceito 2: "Superdotado é bom em tudo "Não, não é. Eu posso ter facilidade com música e psicologia e ter dificuldade enorme com matemática e com certos tipos de raciocínio lógico. Altas habilidades não é onipotência, é um perfil de funcionamento. E muitas vezes vem acompanhado de outras condições que atrapalham justamente as áreas onde a pessoa não é tão boa. A vida não é justa nesse sentido, né? (risos)


Preconceito 3: "Dislexia é falta de esforço "Ah, esse dói. Dói porque a gente se esforça o triplo pra compensar. Eu li cada laudo, cada artigo, cada livro... e quantas vezes reli o mesmo parágrafo dez vezes até entender? Meu esforço é gigantesco, só que meu cérebro funciona diferente. Não é preguiça, é neurobiologia.


Preconceito 4: "Discalculia é frescura" Outro que arde. "Ah, mas é só prestar atenção". Não é, gente. É como se o cérebro não tivesse um "departamento de números" funcionando direito. Eu posso prestar atenção o máximo que conseguir, que os números continuarão embaralhados. A diferença é que aprendi estratégias pra minimizar os danos.


Preconceito 5: "Se você tem altas habilidades, não precisa de ajuda" Esse é um dos piores. Porque a gente precisa, sim. Precisa de acolhimento, precisa de compreensão, precisa de estratégias adaptadas. Só porque a gente aprende rápido não significa que a gente não sofre, não se frustra, não se sente sozinho.


O que a constância construiu em mim e em quem atendo

Olhando pra trás, vejo que a constância construiu cada pedacinho da minha trajetória. Ela que me fez concluir a graduação em Psicologia na UNIVALI (com TCC sobre o lúdico no CREAS, lembram? "Prá brincar de ser feliz" foi lindo). Ela que me fez buscar as especializações em em Psicologia Escolar, mesmo com todas as dificuldades de leitura e interpretação. Ela que me permitiu escrever parte do capítulo do livro "Ciranda, Cirandinha" e contribuir com a ciência, mesmo com a dislexia me atrapalhando.


Foi ela que me sustentou na coordenação do CRAS em Penha, aprendendo e articulando a rede de proteção social, mesmo com a discalculia me fazendo suar frio com planilhas e orçamentos. E é ela, hoje, que me permite atender meus pacientes na PsicoVivendo com a seriedade e o cuidado que a avaliação neuropsicológica exige.


E sabem o que é mais lindo? Quando atendo crianças e adultos com perfis parecidos com o meu. Quando olho nos olhos de uma mãe assustada com o diagnóstico de autismo da filha e posso dizer: "Olha pra mim, eu sou autista e tô aqui, formada, trabalhando, realizada". Quando atendo um adolescente com altas habilidades que se sente um monstro estranho e posso compartilhar minha história. Quando ajudo uma criança com dislexia a encontrar estratégias que funcionam pra ela, igual eu fiz comigo.


Um convite à constância (com autocompaixão e sem vergonha de ser quem é)

Se tem uma coisa que eu queria que chegasse pra quem tá lendo, especialmente pras mulheres neurodivergentes, pras que já foram diagnosticadas, pras que desconfiam, pras que lutam diariamente contra os próprios cérebros, é isso: a constância não é sobre ser perfeita. Não é sobre acordar todo dia às 5h da manhã e produzir igual a uma fábrica.


Constância, pra mim, é sobre continuidade. É sobre, mesmo nos dias difíceis, dar um passo. Mesmo que seja um passo minúsculo, menor que o de uma formiguinha. É sobre olhar pra trás e ver que, apesar dos tombos, você seguiu. É sobre entender que seu cérebro pode ser um pacote misturado de altas habilidades e dificuldades específicas, de hiperfocos intensos e bloqueios inexplicáveis, de criatividade imensa e desorganização frustrante. E tá tudo bem. A gente não precisa se encaixar em caixinhas perfeitas.


É sobre não ter vergonha de usar calculadora, de pedir ajuda com textos longos, de explicar pro outro "olha, eu funciono assim, pode me dar um tempinho pra processar?". É sobre criar estratégias, adaptar o mundo às suas necessidades na medida do possível, e se permitir descansar quando precisa. E, principalmente, é sobre não deixar que os prejuízo dos outros ditem quem você é. O preconceito alheio não pode ser maior que a sua força interior.


Então, quando você olhar pra alguém como eu e pensar "Nossa, como ela é capaz", lembre-se: por trás de cada capacidade, tem uma história de luta, de autoconhecimento, de noites mal dormidas, de lágrimas no travesseiro, de terapia em dia, de medicação na hora certa, de estratégias criativas pra compensar as dificuldades e, acima de tudo, de uma escolha diária de continuar.


A constância me salvou. Ela me deu a chance de ser psicóloga, neuropsicóloga, musicista, empreendedora, palestrante. Mas, mais do que isso, ela me deu a chance de me conhecer e de me aceitar. De olhar no espelho e dizer: "Tá doido, mulher! Como é que tu chegou até aqui, com todo esse jeitinho de ser, com autismo, altas habilidades, TDAH, dislexia e discalculia tudo misturado?". E a resposta vem sempre, calma e firme, como um acorde bem tocado: "Foi um dia de cada vez, com disciplina, com estratégia, com ajuda quando precisei e, principalmente, com a certeza de que desistir nunca foi uma regra que eu aceitasse seguir.".


E aí, bora seguir junto? O caminho é longo, mas a gente não precisa correr. A gente só precisa não parar. E, de vez em quando, dar uma paradinha estratégica pra tomar um chimarrão, um chá, respirar fundo e lembrar: a gente é mais forte do que pensa.


P.S.: Meu currículo Lattes pode estar um pouquinho desatualizado, mas a essência de quem sou e do que acredito tá toda aqui, nesse texto, nos projetos que crio e nos atendimentos que faço. E pra quem quiser saber mais sobre altas habilidades, dislexia, discalculia ou qualquer outra neurodivergência, apareça lá na clínica. A conversa é sempre bem-vinda, sem julgamento, com muito acolhimento. Porque a gente só aprende mesmo quando a gente se permite trocar.


P.S.2: Se você passou pelo Musicar na Escola ou pelo PsicoMusicar, me conta! Adoraria saber como você tá e o que a música significou na sua vida. Isso me lembra, todos os dias, porque a constância vale a pena.


P.S.3 – O melhor ainda: Sabe quando um sonho cresce tanto que ele precisa de um novo nome? Pois é. Todo esse caminho – as aulas no bairro Santa Lídia, as 22 escolas da rede municipal, os atendimentos na clínica, os estudos em neuropsicologia, a minha própria vivência como mulher autista – tudo isso foi se costurando e ganhou um novo espaço, um novo coração. Hoje, o trabalho que une música e psicologia se aprofunda ainda mais no Musicar Terapêutico.


Lá no Instagram @musicarterapeutico, e @psicomusicar eu guardo com carinho os registros desse caminho. São fotos, vídeos, momentos das práticas, dos encontros, das descobertas. É um cantinho onde mostro, na prática, como a música pode ser ponte pra terapia, pro autoconhecimento, pro acolhimento de crianças, adultos e famílias – especialmente aquelas que, como eu, vivem a neurodivergência com todas as suas camadas e belezas.













Se você chegou até aqui nesse texto enorme (e se não desistiu no meio, já ganhou meu respeito e minha gratidão!), eu te convido a dar mais esse passo comigo: entra no grupo, chega junto, se apresenta, troca uma ideia. O link é esse aqui: https://chat.whatsapp.com/EQcUFTe0j7x8wV6wJJbChV



Vai ser um prazer imenso te ver por lá também. Porque a música, a psicologia e a comunidade, juntas, continuam me ensinando que a gente nunca caminha sozinho – e que cada novo encontro é uma melodia que vale a pena ser tocada.


Com todo o carinho do mundo,

Aline Janete Vicente Francisco Neuropsicóloga | Fundadora do Projeto PsicoMusicar | Idealizadora do Projeto Musicar na Escola | Criadora do Musicar Terapêutico | Diretora da Clínica PsicoVivendo


"Onde a psicologia e a música se encontram para construir pontes."

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